terça-feira, 13 de outubro de 2026
Cidades

Estiagem deixa 14 comunidades ribeirinhas isoladas e leva Semsa a pedir reforço para atendimentos

Em reunião com representantes do SUS e da Força Nacional do SUS, a Prefeitura de Manaus também tratou da fumaça das queimadas, da vacinação contra o sarampo e da instalação de uma estrutura federal na capital.

A estiagem isolou 14 comunidades ribeirinhas atendidas pela rede municipal de saúde de Manaus, segundo informações apresentadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) em reunião com representantes do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Força Nacional do SUS. O encontro ocorreu na segunda-feira (12), na sede do Centro de Cooperação da Cidade, no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul.

Acesso às comunidades

Com a redução do nível dos rios, o deslocamento das equipes e o transporte de materiais para os atendimentos ficaram mais difíceis. Em algumas localidades, os profissionais chegam de lancha até determinado ponto e precisam seguir a pé, carregando os equipamentos necessários para prestar assistência.

Para ampliar a estrutura disponível, a Semsa propôs a aquisição de quadriciclos. Atualmente, a Guarda Municipal de Manaus apoia o acesso a algumas comunidades com esse tipo de equipamento. O secretário municipal de Saúde, Nagib Salém, afirmou que a ampliação da estrutura é necessária para melhorar as condições de trabalho das equipes durante o período de estiagem.

“Mesmo com as comunidades isoladas, nosso compromisso é garantir que a assistência chegue até essas pessoas. Por isso, apresentamos essa necessidade e buscamos apoio para melhorar as condições de acesso”, disse o secretário.

Queimadas e vacinação

Os efeitos da fumaça das queimadas também foram discutidos. De acordo com Nagib Salém, os atendimentos relacionados a problemas respiratórios permanecem dentro da média dos últimos meses, sem aumento significativo identificado na rede municipal.

A Prefeitura informou que solicitou ao Ministério da Saúde autorização para retomar a nebulização em cerca de 76 unidades de saúde. Até a reunião, a administração municipal aguardava a liberação para oferecer novamente o atendimento na Atenção Primária.

Outro tema foi a vacinação contra o sarampo. A Semsa informou cobertura de 98% na primeira dose e de 84% na segunda. A secretaria pretende ampliar a imunização, principalmente entre as pessoas que ainda não completaram o esquema vacinal, e avalia utilizar unidades móveis em locais estratégicos. A discussão ocorre após a confirmação de casos da doença em municípios do Amazonas próximos à fronteira com o Peru.

Estrutura federal em Manaus

Durante a reunião, o superintendente do Ministério da Saúde no Amazonas, Henrique Medeiros, anunciou que Manaus terá um ponto fixo da Força Nacional do SUS a partir de 20 de outubro. A estrutura será instalada na sede da Superintendência do Ministério da Saúde, na zona Centro-Sul, e deverá apoiar ações nos estados do Amazonas e de Roraima.

Segundo Medeiros, o espaço permanente deve facilitar a comunicação e a atuação conjunta na região. Ronan Benecase, representante da Força Nacional do SUS, afirmou que a equipe poderá conhecer de forma mais próxima as particularidades do Norte e apoiar municípios em situações emergenciais de saúde pública.

A reunião reuniu demandas municipais relacionadas ao acesso às áreas ribeirinhas, à assistência durante o período de fumaça e à ampliação da vacinação. A Prefeitura de Manaus informou que busca articulação com as equipes federais para reforçar a capacidade de atendimento em áreas rurais e comunidades de difícil acesso.

Fonte: Prefeitura de Manaus.