domingo, 18 de outubro de 2026
Amazonas

Da refeição subsidiada ao acompanhamento social, Manaus mantém rede de combate à fome

Ações coordenadas pela Semasc incluem 12 unidades do Prato do Povo, restaurantes com refeições a R$ 1, cozinhas comunitárias e distribuição de pescado nas zonas da capital.
Da refeição subsidiada ao acompanhamento social, Manaus mantém rede de combate à fome
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus

A rede municipal de segurança alimentar de Manaus reúne serviços de oferta de refeições, distribuição de pescado e acompanhamento socioassistencial para atender pessoas em situação de vulnerabilidade. As ações são coordenadas pela Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), que apresentou as iniciativas no Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro.

Entre os programas está o Prato do Povo, criado em 2023. De acordo com a Semasc, o serviço possui 12 unidades distribuídas pelas zonas da capital e oferece mil refeições gratuitas por dia. A iniciativa também inclui orientações sobre hábitos alimentares saudáveis e qualidade de vida.

Refeições a preço reduzido

Os Restaurantes Populares integram a estrutura municipal com refeições saudáveis e variadas ao custo de R$ 1. O atendimento é direcionado a trabalhadores urbanos, pessoas idosas, estudantes e outras pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Outra frente é formada pelas Cozinhas Comunitárias, desenvolvidas pela Semasc em parceria com instituições públicas e privadas. Além da oferta de refeições para a população de baixa renda, os espaços realizam atividades educativas e ações relacionadas à cidadania, à saúde e ao fortalecimento dos vínculos familiares.

O programa Jaraqui da Gente, por sua vez, distribui pescado em todas as zonas de Manaus. Segundo a prefeitura, a iniciativa contribui para a alimentação das famílias, reduz despesas domésticas e valoriza um alimento tradicional da cultura amazonense.

Volume de refeições e atendimento social

A Semasc informa que mais de 1,8 milhão de refeições foram distribuídas em 2026. A secretaria também relaciona as ações de alimentação à atuação da rede socioassistencial, que acompanha famílias em situação de vulnerabilidade.

Esse atendimento ocorre nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e nos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas). As unidades oferecem serviços e encaminhamentos voltados à garantia de direitos e ao acesso à proteção social.

O secretário da Semasc, Wanderson Costa, afirmou que o combate à fome envolve ações permanentes de segurança alimentar e acesso à alimentação. “Combater a fome é garantir dignidade, cuidado e respeito às famílias que mais precisam”, declarou. Segundo ele, a prefeitura busca associar a oferta de alimentos a cidadania, inclusão e proteção social.

A diretora de Segurança Alimentar e Nutricional da Semasc, Julianna Diz, também afirmou que os programas são articulados. “O compromisso da Semasc é integrado e permanente”, disse. Para ela, o trabalho reúne instrumentos distintos voltados ao enfrentamento da insegurança alimentar.

Referência nacional

Na divulgação, a Prefeitura de Manaus também citou informações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Conforme o órgão federal, o Brasil permanece fora do Mapa da Fome, de acordo com o relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026” (Sofi), elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU).

O documento foi divulgado em 21 de julho de 2026 e considera dados do período de 2023 a 2025. No âmbito municipal, a Semasc apresenta os programas de alimentação e a rede de assistência como frentes permanentes de atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade na capital.

Fonte: Prefeitura de Manaus.

Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus